Ferramentas de Investigação e Análise de Acidentes
Apresentação: Os acidentes acontecem quando a prevenção falha, e, neste sentido, os processos de análise e investigação de acidentes constituem-se em ferramentas de vital importância para a identificação das causas e estabelecimento de planos de ação para os “gaps” identificados.
Parece simples, mas ao longo de nossa vida profissional, temos notado que, na maioria das vezes, no âmbito das empresas brasileiras, salvo algumas exceções, esses processos não trazem à tona a realidade dos fatos, omitindo as informações necessárias para a elucidação dos casos.
Isto se deve em parte à legislação brasileira, que através das Normas Regulamentadoras nº 4 e 5, induziu de certa forma a conduta dos Profissionais Engenheiros e Técnicos de Segurança do Trabalho, nos processos de análise e investigação de acidentes, a atribuírem atos e condições inseguras e, eventualmente, alguns fatores ambientais ou pessoais, como as únicas causas de acidentes.
Por outro lado, os conceitos de culpa e de responsabilidade civil, criminal e previdenciária, também costumam levar à omissão de fatos importantíssimos, para não comprometer ou trazer constrangimento às lideranças das empresas.
Enquanto na literatura internacional são encontradas diversas publicações apresentando o acidente do trabalho como um fenômeno complexo e pluri causal, aqui no Brasil ele continua sendo tratado como um fenômeno simples e uni causal.
Descuido, desatenção e negligência, são expressões comumente observadas em relatórios de análise e investigação de acidentes tendenciosos, que dificultam a reconstrução dos fatos como eles realmente aconteceram. Os responsáveis pela coleta de dados costumam atrelar tais ocorrências a causas únicas, normalmente apontando como responsável, o próprio acidentado.
O processo de análise e investigação de acidentes deve ter um caráter estritamente preventivo e não punitivo, com o objetivo principal de levantar todas as causas relevantes e nunca buscar “culpados”.
Diversos estudos realizados demonstraram que os acidentes resultam de uma sequência de eventos, representados pela interação de fatores técnicos e comportamentais.
A metodologia denominada “árvore de causas”, que leva em conta todos esses fatores, é considerada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), uma importante ferramenta de análise e investigação de acidentes.
A referida metodologia, inicialmente utilizada em empresas brasileiras de origem francesa, alcançou uma certa difusão , após ser incluída em um projeto de Norma Regulamentadora do Ministério do Trabalho e Emprego, que determinava a sua utilização obrigatória pelos membros de CIPA.
A metodologia explora “as causas das causas”, procurando conduzir o processo de análise e investigação de acidentes, até o esgotamento de todas as informações possíveis de serem levantadas ou até o esclarecimento de todos os aspectos considerados importantes.
A “árvore de causas”, assim como qualquer outro método de análise e investigação de acidentes, baseado na concepção multicausal, costuma exigir formação adequada da equipe encarregada pelas análises.
Entretanto, por mais competente que seja a equipe, se os relatórios de análise e investigação de acidentes forem deixados intactos nos armários ou gavetas dos superiores hierárquicos, aos poucos os responsáveis pelas investigações irão perder o interesse em buscar as “causas das causas” e consequentemente interromperão a apuração dos fatos de forma precoce.
Um ponto falho ainda observado nas metodologias e modelos de análise e investigação de acidentes é a ausência de critérios objetivos para o controle das informações e principalmente das melhorias de desempenho resultantes das recomendações pós-investigações. Neste aspecto, as ferramentas de gestão da qualidade podem contribuir substancialmente.
O processo de análise e investigação de acidentes, não pode ser considerado apenas um mero procedimento administrativo para apurar irregularidades e outros aspectos de não conformidade com a legislação ou com as normas dos sistemas de gestão das empresas. Na verdade, esse processo quando bem disseminado e conduzido, constitui-se numa grande oportunidade de aprendizado e desenvolvimento organizacional.
Objetivo: Mostrar aos participantes do curso uma metodologia estruturada para a investigação e análise de acidentes, examinando detalhadamente os conceitos de Investigação e de Análise.
Instrumentará o treinando para levantar os fatos de forma tão próxima à realidade quanto possível e a analisar por que eles ocorreram, tornando imediata a conclusão de ações corretivas e preventivas eficazes.
Público alvo: Engenheiros, Técnicos e Supervisores das áreas de segurança, Gerentes, Produção, Manutenção e a todos os profissionais que coordenam (ou participam de) atividades de investigação e análise de acidentes, de não conformidades e a todos os interessados no aperfeiçoamento e conhecimento deste conteúdo.
Conteúdo Programático:
• Os Programas de Segurança e Saúde das empresas e a investigação de acidentes do trabalho; • O fenômeno acidente e as concepções causais; 2) O Método ADC • Requisitos necessários à aplicação: domínio e precisão de linguagem; distinção entre fatos objetivos, opiniões, comentários e julgamentos; • Árvores de causas ou de culpados? • Fundamentos teóricos; conceitos e categorias de análise. • As etapas de aplicação do Método ADC: 3) Coleta, organização e classificação das informações relativas ao acidente de trabalho. |
4) Construção da árvore: estabelecimento de relações lógicas entre fatos e suas representações gráficas. 5) Leitura e interpretação da árvore. 6) Medidas de prevenção: identificação, seleção, implantação e acompanhamento. • Exercícios de aplicação; • Apresentação e discussão de acidentes de trabalho; • Análise dos acidentes pelos participantes, organizados em grupos. • Apresentação e discussão das "soluções" propostas por cada grupo. |
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Carga horária: 16hs/aula.
Data: Agendamento e/ou Cronograma.
Inscrições:
Telefones: 3033-3645 e/ou 3048-3644.
E-mail: sac@medmais.com
