26/10/2007
503
mil acidentes de trabalho e 2,7 mil mortes em 2006
O Instituto Nacional de Seguridade Social registrou 503.890
acidentes e 2.717 mortes relacionados ao trabalho no ano
de 2006. Na comparação com 2005, o número
de acidentes de trabalho totalizou 491.711 casos, enquanto
os óbitos somaram 2.708 ocorrências.
Os
dados referem-se somente à parcela dos trabalhadores
cujo vínculo empregatício é a Consolidação
das Leis Trabalhistas (CLT), que corresponde a aproximadamente
30% da População Economicamente Ativa
(PEA) do país. Divulgadas semana passada pelo
Ministério da Previdência Social, as informações
estão disponíveis para consulta na 15ª
edição do Anuário Estatístico
de Acidentes de Trabalho.
No
período, considerando o total de acidentes de
trabalho, 80% foram típicos (decorrentes da atividade
profissional desempenhada), 14,7% de trajeto (ocorridos
no trajeto entre a residência e o local de trabalho)
e 5,3% doenças do trabalho (acidentes de trabalho
ocasionados por qualquer tipo de doença profissional
peculiar a determinado ramo de atividade).
Importante
destacar que houve queda nas concessões de benefícios
previdenciários decorrentes de doenças
relacionadas ao trabalho. Em 2006, totalizaram 26.645,
ante 30.334 contabilizados no ano anterior.
As
estatísticas indicam que os homens são
as principais vítimas de acidentes de trabalho:
somam 79,9% nos acidentes típicos, 67,1% nos
de trajeto e 53,8% nas doenças do trabalho. Além
disso, 39,1% das ocorrências foram registradas
entre homens e mulheres na faixa de 20 a 29 anos.
A
análise por setor de atividade econômica
revela que o setor agrícola participou com 6,9%
do total de acidentes registrados, seguido pelo setor
de indústrias (47,4%) e pelo setor de serviços
(45,7%).
Nos
acidentes típicos, os subsetores com maior participação
nos acidentes foram produtos alimentares e bebidas (10,6%)
e saúde e serviços sociais (8,3%). Nos
acidentes de trajeto, as maiores participações
foram do comércio varejista (12,4%) e dos serviços
prestados principalmente a empresas (11,9%). Nas doenças
de trabalho, foram os subsetores intermediários
financeiros (10%) e o comércio varejista (8,6%).
No
período, considerando os 50 códigos de
Classificação Internacional de Doenças
(CID) com maior incidência nos acidentes de trabalho
registrados, os de maior participação
foram ferimento do punho e da mão (13,6%), fratura
ao nível do punho ou da mão (6,9%) e traumatismo
superficial do punho e da mão (5,7%). Nas doenças
do trabalho, os CID mais incidentes foram sinovite e
tenossinovite (21%), lesões no ombro (16,2%)
e dorsalgia (7,1%).
Além
disso, o número de acidentes de trabalho liquidados
(corresponde ao número de acidentes cujos processos
foram encerrados administrativamente pelo INSS, depois
de completado o tratamento e indenizadas as seqüelas)
atingiu 537,5 mil, o que correspondeu a um decréscimo
de 1,5% em relação a 2005.
Fonte: Proteção
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